segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Esporte: Diretoria do Fluzão de olho nos números

Parece que o empate de 2x2 com o Internacional neste Domingo passado fez a diretoria do Flu ficar de olho nos números do campeonato. Não os números da tabela e sim os das cifras.
De acordo com a declaração de Mario Bittencourt, gestor de futebol do clube, o Flu não ficou com nenhum centavo da arrecadação deste jogo que contou com um público um pouco maior que 28 mil pagantes, sendo arrecadado pouco mais de R$180.000.
Compreendemos perfeitamente que é necessário gerar receita, afinal as despesas precisam ser pagas, mas como exigir a presença da torcida se não existe motivação por parte do time e da diretoria para tal? Sou tricolor antes mesmo de nascer e me envergonho, não por estar na lanterna, mas por permitir que Renatos retornem e afundem de vez com meu time.
Tenho pena do Conca e do Rafael que são os únicos que mostram ter o verdadeiro interesse em jogar futebol.
Lamentavelmente estão apagando a história deste clube, história que acreditávamos ser lembrada e mantida na era Branco, mas não é o que acontece, infelizmente.

sábado, 17 de outubro de 2009

Cultura: Portela escolheu seu samba para 2010

Portela escolheu nesta madrugada de sábado seu samba oficial para o Carnaval 2010. Diogo Nogueira, Rafael dos Santos, Ciraninho, Naldo e Júnior Escafura ganharam pela quarta vez consecutiva, em uma final disputadíssima. O samba que vai embalar o desfile da Portela em 2010 será sobre a tecnologia. O resultado só foi anunciado às 5h20.
Parabéns pelo tetra!!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Saúde: INCA inaugura Centro de Pesquisa em Imagem Molecular

Nesta terça-feira passada, dia 13/10, o INCA inaugurou o Centro de Pesquisa em Imagem Molecular.
Com o custo de R$ 8 milhões o Cetro de Pesquisa é o mais moderno da América Latina. Entre outros equipamentos destacam-se o agiógrafo, “PET-CT” e “SPECT-CT” que são capazes de detectar tumores considerados muito pequenos, o que contribui para o diagnóstico precoce da doença.
Na cerimônia estiveram presentes o Mininstro da Saúde, José Gomes Temporão e o Diretor-Geral do INCA Luiz Antonio Santini entre outros personagens participaram deste projeto.
Parabéns ao SUS e a todos os envolvidos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sentimento torto

Que sentimento é esse
que me invade o corpo
quando vejo a brisa
acariciar seu rosto?

Que sentimento é esse
que me consome o juízo
quando o sol doura sua pele
e aquece nosso paraíso?

E que sentimento é esse
que desperta minha ira
quando o mar te abraça
e o mundo não mais gira?

Ah sentimento torto!
Deixa-me um pouco,
não consigo mais viver!

Ah querer louco...
ter teu corpo sob meu corpo...
sinto quase que morrer.

Larga-me de vez desejo!
Ter na boca teu beijo...
é como quase desfalecer.

Atrevida mãe natureza,
que me mata de ciúme.
Pra que tanta beleza?
E esse cheiro? E esse perfume?

Não entendo mãe natureza...
minha cabeça está confusa...
em uma mulher, tanta belza?
Pra mim, basta ser Danuza

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A Excelência dos Mestres

Ao me deitar percebi que seria mais uma torturante e longa noite de insônia, pois, apesar do cansaço físico devido ao longo dia de trabalho, estava completamente desperto, possivelmente causado pela ansiedade e preocupações do momento. Dito e feito. Enquanto a madrugada corria pude recordar um pouco da minha infância.
A década de oitenta foi muito inspiradora na minha vida. Minha formação política vem, a maior parte, desta época. Lembro que sempre briguei por meus direitos e pela democracia. Certa vez na creche em que estudava, a mesma que posteriormente fui membro do conselho deliberativo, na primeira semana de aula em um dos anos que estudei na mesma, um amiguinho passou minha frente enquanto me despedia de minha avó no portão na hora da entrada. Não pensei duas vezes, saquei minha esteira (uma espécie de tapete de palha que servia para forrar o chão para se sentar, muito pouco visto hoje em dia) e dei-lhe umas cinco ou seis "esteiradas". Creio que a tia Cida, que estava na porta, depois de separar a briga, não viu com bons olhos este meu ato de defesa pelos meus direitos e me pôs de castigo na hora do recreio. Claro que meu amiguinho não se machucou, pois a esteira é leve, mas também não lembro dele ter entrado na minha frente depois disso, não sei porque. Esse foi um dos primeiros protestos que lembro ter feito, não só na creche (sim, por que houve outros movimentos nesta mesma creche), mas em toda a minha vida.
Meus professores... ah meus professores... Sou realmente um sujeito de sorte. Todos os professores que passaram por minha vida foram essenciais na minha formação, pois além de formarem academicamente davam verdadeiras aulas de vida. Detalhe importantíssimo, sempre estudei em colégio publico. Já na época, a educação pública era sucateada, mas o que admirava era a força de incentivar a conquistar nossos espaços e brigar por qualidade de vida e uma sociedade mais justa. Era fabuloso os debates promovidos em sala de aula sobre uma falcatrua ou outra cometida pelos governantes. Até na educação física, espaço pouco utilizado pelos educadores para concientização de alunos, conosco acontecia.
Conseguem imaginar um grupo de adolescentes em média de doze anos parando em frente a uma banca de jornal para ler as notícias do dia, principalmente as políticas? Em qualquer outro lugar de primeiro mundo talvez seria muito comum, mas não aqui no Brasil, ainda mais se esse grupo de jovens fossem oriundos de favelas. Isso era raridade. Também era só para ler porque ninguém tinha dinheiro para comprar o jornal. Deste grupo de jovens alguns já são graduados e temos sociólogo com mestrado, uma pedagoga e alguns ocupando lugares de liderança nas empresas em que trabalham. Claro que nem todos foram vitoriosos, já tivemos perdas de amigos a qual não temos mais contato, também já tivemos amigos assassinados por terem sido ludibriados pela violência em suas diversas bifurcações, outros contribuem para o grupo dos "tô nem aí", e por aí vai.
Devido a esta boa sorte era comum ouvirmos as pessoas dizerem que não parecíamos moradores de favela devido a nossa postura, a forma que nos expressávamos e etc. Por um lado ficávamos contentes em saber que todo este tempo dedicado pelos nossos Mestres não foi em vão, que eles conseguiram desempenhar bem seus papéis de educadores, por outro lado ficávamos tristes em saber que Mestres assim estavam em extinção caso contrário não ouviríamos estes comentários, ou pelo menos não com tanta frequência.
Já na fase adulta não me sentia uma excessão da comunidade onde morava, nem me intitulava "um dos intelectuais da favela" como ouvi de um estudante de história, morador da comunidade, em uma reunião na época numa infeliz colocação. Fico pensando o que significa ser intelectual... Será que é o cidadão que se dedica aos estudos? O que os intelectuais, pós-doutores, diriam se lhes contasse que minha avó, a D.Tereza, portuguesa, filha do campo, morreu com quase oitenta anos analfabeta e era a mesma quem me corrigia os deveres na infância? Talvez diriam: "-Precisamos analisar as metodologias utilizadas por esta senhora, considerando o contexto social, para sua compreensão espacial, paralelamente devemos avaliar a metodologia programática pedagógica aplicada pela sociedade na época". E se isto fosse dito a um matuto e perguntado como seria possível, provavelmente ele responderia: "se tratando de criança basta ver o caderno, o que estiver escrito a caneta é o dever que a tia passou, o que estiver a lápis é a resposta da criança, se não houver nada escrito a lápis é porque a criança não fez o dever". Minha avó me revelou isso quando eu era adolescente e tentei alfabetizá-la e só então perguntei como ela corrigia minhas lições.
Não digo que é errado dedicar-se as ciências, pelo contrário, creio que seja de extrema necessidade. O errado é menosprezar a capacidade intelectual das pessoas por estarem na acadêmica, ou ter idade inferior a sua, ou cargo ou qualquer coisa que nos faça achar que somos superior ao nosso próximo. Certa vez li uma frase que não me recordo onde e nem que escreveu, mas trago comigo até hoje, que dizia: "quando acharmos que sabemos de algo é sinal que estamos perto não sabemos nada".
O respeito e o amor são as chaves para a evolução.


Cristiano Figueiredo